Guia de Aprendizagem 1 

Ficha de leitura (com base num texto)

https://www.dgidc.min-edu.pt/secundario/Documents/testes_sim_nao.pdf

 

Palavras Chave:

Testes, reprovação, aprovação; pedagogia; classificação; avaliação; currículo; aprendizagens; aluno.

 

Ideias mais importantes:

- Não podemos avaliar os alunos apenas pelos testes escritos e fazer deles um ajuizamento de conhecimentos.

- Os testes devem apontar para que no final de uma unidade curricular sejam diagnosticadas, corrigidas e superadas as falhas de forma a estimular os alunos para as metas de aprendizagem.

- Os testes têm que ter uma função didáctica e não como um utensílio de autoritarismo pela parte do professor.

Passagens interessantes:

“Ora, o problema não está em usar ou não testes mas sim na forma de os utilizar.” PP 1

“Os testes são apenas um dos instrumentos de que os professores dispõem para

recolher a evidência da aprendizagem dos seus alunos.” PP 1

“Os testes são apenas um dos instrumentos de que os professores dispõem para

recolher a evidência da aprendizagem dos seus alunos.”

 

Comentário ao texto: 

Testes: sim ou não?

 

       Considero que, ao longo dos anos, se deu uma importância desmesurada à testagem sumativa escrita como a forma mais adequada e quase exclusiva de quantificar as aprendizagens e competências dos alunos. A meu ver, este tipo de avaliação é apenas um dos instrumentos que o professor deve utilizar para recolher com clareza os conhecimentos dos seus educandos.

       É verdade que, quando se fala na avaliação, esta não tem qualquer sentido se não utilizarmos instrumentos adequados para a fazermos e quantificarmos, estimulando o aluno para a consciência da sua aprendizagem e para o sucesso da mesma, e o professor para uma avaliação contínua dos seus métodos e processos de ensino, de forma que os objectivos que foram propostos se cumpram o melhor possível. Neste sentido, é importante a avaliação sumativa, escrita e /ou oral.

      Os testes devem reflectir o trabalho, tanto do professor como do aluno, isto porque a realização de um teste não deve terminar na sua correcção e respectiva quantificação. Além disso, eles devem revestir-se de várias formas, dependendo do professor e do contexto escolar de cada uma das turmas em exerce o seu ensino. Verifiquemos duas dessas formas e que são as mais utilizadas:

  1. Testes de Resposta Aberta - o aluno é obrigado a organizar discursivamente a sua resposta e seleccionar os conteúdos mais importantes para a mesma. Esta é uma testagem mais rigorosa, embora com certa dose de subjectividade, pois não está sujeita ao acaso, mas ao domínio claro de conteúdos e sua configuração discursiva e criativa.
  1. Testes de Resposta Fechada - os alunos, escolhem, ou por associação de itens ou por opção dentro de uma multiplicidade dos mesmos, a resposta mais correcta. São testes mais fáceis de corrigir e que demonstram, aparentemente, maior objectividade. No entanto, estão mais sujeitos ao acertar ocasional e, por vezes, fraudulento.

                     Apesar da importância destes, ou de outros tipos de testagens, a avaliação não deve começar e terminar nos mesmos. Nem tudo se avalia nos testes. O professor deve ter em conta as observações diárias na sala de aula, as intervenções dos alunos, o seu trabalho, o interesse e a motivação dos mesmos. Para além de um transmissor de conhecimentos, o professor é um educador, daí que se não deve esquecer da dimensão pedagógica da sua missão e contemplar na quantificação avaliativa as atitudes comportamentais dos seus alunos. É o aluno, que é uma pessoa, no seu todo, que está a ser avaliado e não um receptáculo frio de conhecimentos mais ou menos científicos e rigorosos. Caso contrário, desumanizamos e despersonalizamos a avaliação e a própria escola, algo que se revelará dramático para as gerações futuras.